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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Relação da Filosofia com a Arte


O professor de Filosofia, Marcos Dombroski está trabalhando a Relação da Filosofia com a Arte, com a 3ª série do ensino médio.

Segue abaixo um pouco sobre o assunto.
Segundo Chauí (1999), podemos falar em dois grandes momentos de teorização 
da arte. O primeiro destes momentos foi inaugurado por Platão e Aristóteles, no qual a Filosofia trata as artes sob a forma da poética; no segundo momento, que ocorreu a partir do século XVIII, a Filosofia passa a tratar as artes sob a forma da estética.
A  arte poética estuda as obras de arte como fabricação de seres e gestos artificiais, ou seja, produzidos pelos seres humanos. 
Estética  é a tradução da palavra grega  aesthesis,  que significa conhecimento sensorial, experiência, sensibilidade. Inicialmente se referia ao estudo das obras de arte enquanto criações da sensibilidade, tendo o belo como finalidade. Aos poucos, começou a substituir a noção de arte poética e começou a designar toda a investigação filosófica que tenha por objeto as artes ou uma arte.
A noção de estética, propunha, na época em que foi formulada (séculos XVIII e XIX):4
*que a arte é um produto da sensibilidade, da imaginação e da inspiração do artista, tendo a contemplação como sua finalidade;
*que a contemplação, do lado do artista é a busca do belo (e não do útil, agradável ou prazeroso) e, do lado público, é a avaliação ou o julgamento do valor de beleza atingido pela obra;
*que o belo é diferente do verdadeiro.
A obra de arte possui particularidade e singularidade únicas, oferecendo algo universal (a beleza), sem que haja necessidade de demonstrações, provas, inferências e conceitos. Desta forma, o juízo de gosto teria a peculiaridade de emitir um julgamento universal, referindo-se, porém, a algo singular e particular. Entretanto, desde o início do século passado, a idéia de juízo de gosto foi abandonada como critério de apreciação e avaliação das obras de arte. Com esta mudança, a idéia de gosto e de beleza perderam o privilégio estético, o que fez com que a estética se aproximasse cada vez mais da idéia de poética, a arte como trabalho e não como contemplação e sensibilidade, fantasia e ilusão.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Filosofia de Nietzsche

O professor Filosofia, Marcos Dombroski trabalhou com a 3ª série 01 a filosofia de Nietzsche, utilizando o laboratório de informática para que os alunos pudessem buscar conteúdo na internet.


Segue abaixo um pouco sobre Nietzsche.
Como filólogo de formação, Nietzsche aprofunda-se, justamente, no estudo da palavra bom e, conseqüentemente, da palavra mau. O gênio provocativo de Nietzsche traz, assim, um texto com certo teor de sarcasmo. Isso é facilmente verificado já na primeira das três partes da obra.
Todas as questões levantadas pelo homem da época de Nietzsche, principalmente os psicólogos ingleses, não levam a nada, não trazem a origem do bem e do mal. O que importa, na psicologia nietzschiana, é a busca da verdade de uma forma imparcial, conforme ele mesmo escreve no primeiro ensaio da obra: “(...) desejo que seja exatamente o contrário; desejo que estes investigadores, que estudam a alma ao microscópio, sejam criaturas generosas e dignas, que saibam refrear o coração e sacrificar os seus desejos à verdade (...) ainda que simples, suja, repugnante, anticristã e imortal... porque tais verdades existem”. O intuito de Nietzsche, contudo, é a construção de uma História da Moral.
Essa genealogia é uma crítica ao elemento de afirmação pelo qual se move o pensamento de Nietzsche. Apresenta um início diferenciado, que vai além de afirmar a perda de um referencial (Deus), mas que chega até a afirmação de uma diferença que se origina nas forças ativas e nas forças reativas.
Duas aplicações para que a Moral tenha se originado: por aquilo que é útil: “as ações altruístas foram louvadas e reputadas boas por aqueles a quem eram ‘úteis’”. Entretanto, a origem de tais ações acaba por ser esquecida, adquirindo ações altruístas através do costume da linguagem, como se as coisas fossem boas em si mesmas. Essa é a segunda aplicação. Para Nietzsche não há nada que seja bom em si mesmo. Dessa maneira, o filósofo faz um corte com os universais, com a metafísica e com o cristianismo.
O conceito de ‘bom’ se dá por aqueles que, através de uma prática, consideraram determinada ação como boa. É contra esse utilitarismo que Nietzsche luta. O utilitarismo não entra em sua moral.
Fonte: Brasil Escola
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